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Catástrofe, o tempo da ruptura: antes que seja o novo normal

Authors :
Bohre, Rosana Teresinha D'orio de Athayde
Trevisan, Amarildo Luiz
Source :
Políticas Educativas; v. 10, n. 2 (2017) – Dossiê – Ensino Médio e Juventude: políticas públicas e organizações curriculares
Publication Year :
2017
Publisher :
Políticas Educativas, 2017.

Abstract

O trabalho propõe uma reflexão sobre o modelo atual de formação de professores, cujos critérios de qualidade elegem a produtividade e a práxis como fim, consentindo lacunas que colocam em segundo plano a experiência subjetiva e de alteridade do sujeito, mais especificamente os saberes emergidos nas vivências de catástrofes e que não se constituem como campos de construção do conhecimento contemporâneo. Estes aspectos ganham sentido de urgência, na medida em que constatamos uma tendência crescente na ocorrência dessas situações. Encontrando ressonância na Filosofia da Educação, debruçamo-nos nas obras de Adorno e dos filósofos Agamben, Mattei e Seligmann-Silva, cujas discussões ajudam a desvelar a barbárie ocorrida em Auschwitz, contribuindo com a meta de Adorno, para que horrores como esse, contra a humanidade, nunca mais se repitam. A trajetória partiu da experiência com a tragédia ocorrida na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), que culminou na morte de duzentos e quarenta e três jovens, em sua maioria universitários, dentre os quais, cento e quatorze pertenciam à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Reconhecendo que os professores dessa universidade são testemunhas e também memória dos impactos e sofrimentos gerados por ela, a escuta de suas vozes pode revelar uma possibilidade de construção de cultura que crie resistência à sua repetição.

Details

Language :
Portuguese
ISSN :
19823207
Database :
OpenAIRE
Journal :
Políticas Educativas
Accession number :
edsair.seer...ufrgs..c50e627eb9982243f475b12f0a315760