1. [Safety and feasibility of conservative aortic valve surgery: single center experience]
- Author
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Rui, J Cerqueira, Jéni, Quintal, Soraia, Moreira, Francisca, A Saraiva, Mário, J Amorim, Jorge, Almeida, Paulo, Pinho, and Adelino, Leite-Moreira
- Subjects
Adult ,Heart Valve Prosthesis Implantation ,Treatment Outcome ,Aortic Valve ,Heart Valve Diseases ,Feasibility Studies ,Humans ,Cardiac Surgical Procedures ,Middle Aged ,Retrospective Studies - Abstract
In selected cases, aortic valve repair (RVAo) is an alternative to prostesic aortic valve replacement.To compare mid-term survival, need of reoperation and echocardiographic findings associated with RVAo.Retrospective single-center cohort study including consecutive patients younger than 70 years-old, with non-stenotic aortic valve disease, who underwent RVAo between 2012 and 2017. A comparison was made with a group of patients who underwent mechanical aortic valve replacement (SVAo) in the same period. The groups were characterized and compared using Chi-Square and t-tests for independent samples and survival and reoperation were analyzed using Kaplan-Meier curves and Cox regressions.We included 72 patients submitted to RVAo. Mean follow-up time was 4 years, maximum 7. Although the mean age was relatively low (47±13 years), patients undergoing RVAo presented a lower prevalence of rheumatic etiology (3%). The cardiopulmonary bypass (148±74 minutes) and cross clamping aortic times (108±52 minutes) are the usual times for this type of surgery and similar to those of the comparing group (SVAo). In the echocardiographic follow-up (median of 3 months), we verified a left ventricular mass regression of 21% and a prevalence of aortic insufficiency of 4%. At 7 years, cumulative survival and freedom from reoperation of patients undergoing RVAo were 98.8% and 97.6%, respectively.RVAo can be a safe and effective alternative, with good mid-term results if patient selection is judicious.Introdução: Em casos selecionados, a reparação da válvula aórtica (RVAo) constitui uma alternativa à substituição por prótese. Objetivo: Avaliar a sobrevida e necessidade de reoperação a médio prazo, bem como o resultado funcional após RVAo. Métodos: Estudo de coorte retrospetivo, unicêntrico incluindo consecutivamente doentes com idade ≤70 anos, submetidos a RVAo por doença da válvula aórtica não-estenótica, entre 2012-2017. Os resultados foram comparados com os obtidos após substituição valvular aórtica por prótese mecânica (SVAo) no mesmo período. Os grupos foram caracterizados e comparados utilizando testes Qui-Quadrado e t para amostras independentes e a sobrevida e reoperações foram analisadas através de curvas de Kaplan-Meier e regressões de Cox. Resultados: Foram incluídos 72 indivíduos submetidos a RVAo. O follow-up médio foi de 4 anos, máximo de 7. Apesar da idade média relativamente baixa à data da intervenção (47±13 anos), os doentes submetidos a RVAo apresentam uma baixa prevalência de etiologia reumática (3%). Os tempos de circulação extracorporal (148±74 minutos) e de clampagem aórtica (108±52 minutos) são os habituais para este tipo de cirurgias e semelhantes aos do grupo SVAo. Durante o seguimento ecocardiográfico (mediano de 3 meses) verificou-se uma regressão de massa do ventrículo esquerdo de 21% e uma prevalência de insuficiência aórtica de 4%. Aos 7 anos, a sobrevida cumulativa e a sobrevida livre de reoperação dos doentes submetidos a RVAo foram, respetivamente, 96,4% e 94,4%. Conclusões: Com uma seleção adequada dos doentes, a RVAo pode ser uma alternativa segura e efetiva, com bons resultados a médio prazo.
- Published
- 2019